Rastros de destruição, esta é a nossa manchete de capa. Não poderia ser outra, pois foi o que vimos. Casas arrasadas pelos fortes e impiedosos ventos deixaram dezenas de pessoas sem lar. Quem não foi diretamente afetado, observa o cenário e sente dó. “Que pena. Muito triste”. Sim, é lamentável e triste. Mas apenas sentir dó não é o bastante, é preciso agir para fazer algo pelo próximo.
Busque na internet ou em qualquer dicionário o significado das palavras compaixão e solidariedade. Veja a definição de compaixão: “sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la; participação espiritual na infelicidade alheia que suscita um impulso altruísta de ternura para com o sofredor” (dicionário de Oxford). Solidariedade: “compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a todas”, (dicionário de Oxford).
Conseguem ver a semelhança? Ambos são emoções que levam a ação. Não são apenas simples sentimentos, são o desejo e impulso que levam ao bem. O editorial dessa semana não é um puxão de orelha, pelo contrário é o reconhecimento público e uma forma de parabenizar a comunidade local que se mostrou solidária com o próximo.
A comunidade merece elogios pela forma que contribuiu com os poderes locais. Além dos poderes públicos e entidades privadas, há centenas de pessoas que contribuíram de forma voluntária para o bem de outros. Mesmo não sendo parentes, mesmo que não conheçam os afetados, dão de coração porque sentem o desejo de fazer o bem.
É triste registrar um evento como este, mas é imensamente gratificante compartilhar com todos a solidariedade e compaixão praticada. São apenas pessoas ajudando outras pessoas. Não há nomes, não há status, não há posição ou alguém querendo se destacar. Há seres humanos envolvidos em praticar o dar e ter a boa consciência de que fez a sua parte sem precisar provar nada. Parabéns!
Por: Priscila Nascimento, Jornalista
*Editorial publicado no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1679 de 03 de junho de 2021.







